segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Origem da Indumentária

A estrutura da indumentária é composta por partes, como camisa, saia, calça, vestido, sapato e o uso de uma dessas partes tem o significado de ‘[...] veicular uma mensagem [...]’ (Santarelli, pg. 96). Essas partes, ou o todo, tem a finalidade de cobrir o corpo humano em um intento de comunicar uma mensagem, com interpretação ‘[...] simbólica e instrumental [...] (Nacif, 2007, pg. 01).

A adoção da vestimenta consiste na obtenção do belo ou em uma ação pudica, dentro de uma significação simbólica; ainda o uso da roupa está dentro de uma necessidade de proteção, assumindo o lado instrumental.

E no decorrer da evolução, o homem procurou condições para auxiliá-lo no seu dia-a-dia, atento às suas necessidades. Ele obtinha esses auxílios no ambiente em que vivia, era justamente a natureza. Dela ele retirava recursos para sua subsistência, para fazer sua moradia, obter alimentação e produção de sua indumentária.

O homem primitivo caçava e consumia a carne e aproveitava a pele do animal para usar como roupa, embora ela tivesse um inconveniente que era se tornar rígida com o passar dos dias, porém com o tempo desenvolveu técnicas para resolver esta questão e adaptar ao seu corpo, um desses métodos consistia em mastigar a pele, outra era surrar a pele molhada (Laver, 1989, pg. 10). Depois descobriu o processo de curtimento, com mistura de casca de árvores e água, possibilitando ser cortada em peças e costurada com artefatos feitos de presa de animais. Já o homem de clima temperado usava fibras animais e vegetais por não esquentar tanto como pele animal e confeccionava roupas, compactando essas fibras formando uma espécie de feltro (Laver, 1989, pg. 11) e a partir daí ele chegou ao processo de tecelagem usando o mesmo processo do feitio da cesta (Chantaigneir, 2007, pg. 20). Em um determinado momento o homem transformou essas fibras em tiras começando a trançá-las, partindo para a técnica de tecelagem

Desse ponto a maneira de confecção de roupa foi se aprimorando, passando por várias modificações, novos matérias têxteis, métodos de produzir à indumentária foram adicionados às técnicas de feitio da vestimenta como a conhecemos nos dias atuais.

Referências:

CHANTAIGNEIR,Gilda. Fio a fio: tecido, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras, 2006.

LAVER, James. A roupa e a moda: uma história concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

NACIF, Maria Cristina Volpi. O vestuário como princípio de leitura do mundo. Rio Grande do Sul: XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – 2007. Disponível em http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Maria%20Cristina%20V%20Nacif.pdf, acessado em 07/02/2011 as 09:36 h.

Santarelli, Christiane. MODA TRIBAL E SEUS

ASPECTOS COMUNICATIVOS. In: Cenários da Comunicação. UNINOVE. São Paulo, v. 2, n 1. Disponível em http://portal.uninove.br/marketing/cope/pdfs_revistas/cenarios_comunicacao/cenarios_v2n1/cencv2n1_cristianesantarelli.pdf, acessado em 10/02/2011 as 09:10 h.

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